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Casa Brasileira - Design e Ambiência

     O Rio Scenarium apresenta a exposição Casa Brasileira- Design e Ambiência, uma  mostra de mobiliário, objetos decorativos, louças e outras peças decorativas, contextualizados em cinco ambientes, representando momentos distintos na história da cidade do Rio de Janeiro no século XX.As peças expostas são fragmentos de antigas residências cariocas, que a mais de 20 anos são adquiridos, restaurados e preservados pelo Rio Scenarium. Esse acervo, carregado de vida, afetividade e da memória do seu tempo, agora é apresentado pela primeira vez ao público na Semana de Design do Rio.A exposição retrata o design de interior de casas cariocas, divididas em módulos estilísticos: Art Nouveau, Art Déco, Anos 50, Anos 60 e chegando aos Anos 70. Esse design não era hermético; elemento de outros estilos e de outras épocas conviveram em harmonia nesses lares, mostrando bem a liberdade e ecletismo típicos das famílias do Rio de Janeiro.Entres muitos olhares possíveis sobre a coleção do Rio Scenarium concebemos a exposição buscando contemplar os lares dos cariocas de forma mais abrangente, por meio da utilização de objetos, cores e complementos que simbolizam os estilos escolhidos e estes foram usados pela população de forma geral, não ficando restrito a uma determinada classe social.Esses objetos ganham vida e historia em nosso arranjo nas casas, deixam de ser uma mercadoria a ser consumida e passa a ser uma peça investida de valor sentimental, amada ou não, sempre remetendo a uma lembrança.Convidamos a todos para um passeio no cotidiano dessas casas, fazendo a viagem por meio de objetos símbolos do seu tempo, buscando despertar lembranças e reflexões sobre o futuro.  

 

Casa Brasileira - Design e Ambiência Do Moderno ao Comtemporâneo -

O Design Brasileiro de Móveis

     O Mercado  Moderno e o Studio Zanini levaram, em parceria, a exposição  "Do Moderno ao Contemporâneo – O Design Brasileiro de Móveis "  com  foco nesses dois momentos tão dinâmicos da produção nacional.
O design de móveis  teve uma época áurea no Brasil entre as décadas de 1930 e 1960 com grandes criadores, guiados quase sempre  por uma estética alinhada com a arquitetura modernista.
Além de peças que ficaram para a História, um grande legado do Movimento foi a introdução de aspectos de brasilidade  na produção moveleira nacional contrapondo-se à cultura copista que se impunha até então. Hoje a atividade vive novamente um momento de efervescência no país.
Não se pode falar em movimento, talvez não caiba pensarmos em uma geração (apenas). A diversidade  expressiva e do perfil de seus criadores é a marca do design brasileiro  de móveis contemporâneos, que hoje ganha o mundo, revivendo com características tão distintas o reconhecimento conquistado  há décadas pelos designers brasileiros modernos. Entre os expoentes de agora, há  herdeiros do modernismo, gente da marcenaria, artistas ecléticos, designers próximos da arte contemporânea, outros embrenhados  na cultura popular. Madeira, metais, plástico, acrílico, tecidos  e revestimentos sintéticos fazem parte deste amplo universo, em processos artesanais e industriais.   
Composta por cadeiras, poltronas, bancos e outros assentos de 9 designers  modernos e 19 contemporâneos, entre seus nomes mais expressivos, a exposição é uma ótima oportunidade de apresentar ao público este universo rico e expressivo, representação legítima e de alta relevância da nossa cultura e economia criativa, esperando contribuir para a consolidação, visibilidade e reconhecimento ainda maior da atividade.
A Exposição permitirá ao público ter uma visão de conjunto da produção nacional, apreciando obras que representam seu viés mais autoral e perceber, caso a caso, as semelhanças e peculiaridades de peças ícone do nosso mobiliário.  Destaques como a poltrona  Xibô, criação contemporânea  de Sérgio Rodrigues, figura simbólica do design moderno, e a poltrona favela dos Irmãos Campana, responsáveis com sua visão criativa da brasilidade, por grande repercussão do design brasileiro no exterior, como a cadeira três pés de Joaquim Tenreiro e a poltrona mole também de Sérgio Rodrigues, e outros candidatos recentes a clássicos, como o Baco Solo de Domingos Tótora e a poltrona Vidigal da dupla Latoog.  A mostra trará ainda, como destaque, uma sala dedicada ao design de Aida Boal. Uma das grandes criadoras do design moderno – entre suas obras, encontra-se curiosamente o portão  principal do Maracanã, por onde se vê, ao menos, quão requisitada ela foi em sua fase mais produtiva  - Aída se encontra hoje ausente do mercado de design e seu nome é pouco falado, num processo recorrente, que manteve no ostracismo  grande parte dos designers importantes do modernismo, visto o frescor  e a solidez de sua criação, os curadores aproveitam a oportunidade para homenageá-la.